Lista Verde do CEA, 1992.
A disputa eleitoral 2024 está
começando e já estão circulando mentiras. Claro, no campo da lógica e da
verdade, poluidores, degradadores e criminosos ambientais não conseguem sustentar
suas ideias e praticas negacionistas.
Ressaltamos que Fake News
estão entre as possibilidades dos crimes contra a honra, seja propagada por
qual meio for, inclusive redes sociais, como WhatsApp, sendo passível, entre
outras penas, de 02 a 08 anos de prisão para quem o fizer com finalidade
eleitoral. E o CEA está atento e agindo junto para buscar a punição, nos termos
legais, de quem pratica tais crimes.
Feita esta observação
jurídica, passemos a algumas considerações políticas.
Circula na internet uma Fake News
repugnável (qual não é, né?), montada a partir de uma foto divulgada pelo CEA,
cujo registro foi feito durante uma reunião construída em comum acordo entre
dirigentes do PT, o CEA e militantes da luta ecológica, alguns filiados ao PT
outros não.
De pronto, deixamos a
reflexão: quais ideias são reforçadas e quem se beneficia com este tipo de Fake
News? E, lamentamos muito que, quando dispara mais um perturbador alerta de
ameaça à vida planetária (01.08 foi o Dia de Sobrecarga Da Terra de 2024), tenhamos
que dedicar nosso tempo de militância e mobilizar nosso jurídico para combater
mentiras, mesmo que já estejamos acostumados a, cotidianamente, antes mesmo deste
termo Fake News ser popularizado, a combatê-las, visto que o campo ambiental está
minado de mitos, armadilhas criadas e propagadas pelos poluidores. É o caso da
natureza infinita ou a inexistência de mudanças climáticas (negacionismo
climático).
No caso especifico, a Fake News covarde (pois a autoria se esconde), passa a informação ABSOLUTAMENTE FALSA de que a referida reunião teria como pauta uma obra viária do atual governo municipal, já suspensa liminarmente por decisão judicial, em razão de possíveis ilicitudes ambientais, com derrubada das árvores (arvorecidio),compreendendo a totalidade dos plátanos e seringueira e a destruição parcial do canalete histórico da rua Major Carlos Pinto (o que o senso comum chama, indevidamente, de revitalização), quando, na verdade, a mesma teve por objeto mais uma conversa entre pessoas que buscam, legitima e democraticamente, a mudança na política ambiental local (parar de “passar a boiada”), como historicamente o CEA sempre fez com candidatos/as/es, parlamentares, dirigentes partidários e comunidade.
A Fake News em questão também
dá a entender, no mais fiel modelo bolsonarista, que o grupo, ao propagar a
pauta ecológica, o faz como forma de “atraso”. Assim, os mentirosos covardes, fraudaram
o título do documento segurado por todos na foto, intitulado “Considerações e
Propostas Preliminares Sobre uma Política Ambiental Democrática no Cenário das
Eleições de 2024” (leia na integra), construindo coletivamente e
entregue a candidatura para debates e medidas posteriores, pratica historicamente
comum do movimento ecológico.
Tal manipulação mentirosa tenta
desmerecer a luta ecológica e atacar, obvia e inaceitavelmente, não só ao CEA e
aos que aparecem na foto, mas todos/as/es que defendem uma política ambiental
repelente à injustiça climática e ao racimo ambiental, na busca do ambiente
ecologicamente equilibrado.
Para lembrar um pouco da
história do CEA, que muito nos orgulha de ter participado, ao lado de tantos e
tantas que hoje estão em diversos órgãos públicos governamentais e outros
espaços de trabalho e luta, lembramos que o CEA promoveu e/ou ajudou a promover
diversas medidas que colaboraram para a construção de uma política ambiental
local, estadual e nacional, como debates entre candidatos, Listas Verdes,
plataformas eleitorais, apoio à candidatos/as/es, programas de governo,
leis, documentos técnicos/políticos diversos, tanto no plano local, estadual,
nacional e até internacional. Além, é claro, de ter participado das Diretas Já,
do processo constituinte e o recente movimento em defesa da democracia que
culminou com a eleição de Lula (PT) para presidente, em 2022.
Jornal Agora, 04.09.90.
Jornal Agora, 13.09.85.
O CEA, em ação há pelo menos 41 anos (primeira ONG ecológica da zona sul do RS e anterior a criação da maior parte das estruturas governamentais ambientais hoje existentes), tem por finalidade, assumidamente, incidir sobre a política ambiental e não substituir o Estado para ocupar espaços de poder, em aliança com o capital que polui e degrada, passando uma falsa aparência apolítica (o que é impossível), se valendo da degradação ambiental, como acontece com “ONGs” alinhadas ao atual governo, mas que, na pratica, sempre foram mais empresas de consultorias e não movimentos de transformação social, ajudando a manter a origem da crise, o capitalismo e ganhando dinheiro.
Assim, a política é a essência
e a pratica do CEA e, já algumas décadas compreendemos que a saída para a crise
ecológica está no campo da esquerda (tanto que, entre tantos feitos, em 2003,
lançamos a Rede Brasileira de Ecossocialismo, no Fórum Social Mundial, em Porto
Alegre, com Michael Lowy e muitos outros/as/es companheiros/as/es), ainda que
muito tenhamos que avançar.
Por fim, convidamos a todos
nossos integrantes, apoiadores e simpatizantes a repudiar as Fake News, não só
em defesa da história ética e combativa do CEA, mas também de todos/as/es que
fazem a luta ecológica crítica e transformadora das bases da economia e da
sociedade e, sobretudo, lutar pela mudança da política ambiental, sem a qual
estaremos a jardinar (esteticamente importante, mas eticamente insuficiente),
como é a provocação atribuída à Chico Mendes.
Seguiremos na nossa luta
ecológica, defendendo a Democracia, dialogando, sempre com quem divide o mesmo
sonho da utopia ecológica, ainda que por caminhos diversos dos nossos.
Mais informações nas mídias do
CEA:
https://www.instagram.com/ongcea1983/