Espaço pioneiro e único, exclusivamente voltado para a luta ecológica, de acesso público e mantido pelo Centro de Estudos Ambientais (CEA), ONG ecológica, fundada em 1983. Um acervo digital ambiental (notícias, documentos, fotos, vídeos...) voltado ao acesso à informação ambiental crítica e qualificada, visando fortalecer os processos de Educação Ambiental e para conhecermos e divulgarmos a Legislação Ambiental e o Direito Ambiental, para a Ecopolítica capaz de superar a crise ecológica!
sábado, 20 de fevereiro de 2021
CEA Denuncia Possível Uso de Resíduos (Lixo) na "Manutenção" de Vias
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
FBOMS CONAMA e a “ boiada” anti-democrática do governo
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
130 entidades contra projeto de lei do Leite (PSDB) para liberar agrotóxicos, como faz Bolsonaro
Atualizado em 22.12.20: o documento já conta com mais de 200 assinaturas.
Carta Aberta ao
Governo do Estado do RS
Mais vida, menos
veneno
Porto Alegre, 07 de
dezembro de 2020
Excelentíssimo Senhor Governador Eduardo Leite,
O conjunto de entidades que subscrevem este requerimento,
representantes de conselhos estaduais, frente parlamentar, fóruns, associações,
entidades de classe, agricultores/as familiares, universidades,
pesquisadores/as, especialistas, ambientalistas e movimentos sociais vêm
expressar relevante preocupação em relação ao PL nº.
260/2020, que propõe a alteração da Lei Estadual nº
7.747/82, permitindo o cadastro, no RS, de agrotóxicos obsoletos sem
autorização de uso no país de origem, e que tramita em regime de urgência na
Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
Por entendermos que a Lei Estadual nº 7.747/82, fruto de
amplos e profundos estudos, pesquisas e debates com diversos setores sociais
após grande desastre ambiental em decorrência de resíduos de agrotóxicos no rio
Guaíba, é referência nacional, colocando o Rio Grande do Sul como pioneiro no
controle, cadastro e procedimentos em relação aos agrotóxicos, a eventual
aprovação do PL n. 260/2020 seria um enorme retrocesso ao estado, que já sofre
com as consequências do uso excessivo de agrotóxicos, impactando diretamente na
saúde, no meio ambiente e na qualidade e produção dos alimentos.
Cabe ressaltar que a proteção dos Direitos Humanos possui
estreita relação com a dignidade humana e com o meio ambiente, dado que a
degradação deste afeta diretamente a qualidade da vida humana. Da mesma forma,
a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê o Direito Humano à
Alimentação Adequada. Em visita oficial ao Brasil no ano de 2019, o Relator
Especial para Resíduos Tóxicos da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou
a necessidade de leis restritivas e o combate contra medidas de precarização
normativa.
Ao ampliar as hipóteses de liberação de agrotóxicos, o
Governo do Rio Grande do Sul atua em desacordo com os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 3, 11 e 12, propostos pelas Organizações
das Nações Unidas, do qual o Brasil é signatário, prejudicando a
sustentabilidade e a resiliência dos sistemas alimentares em um cenário de
pandemia, aumento da fome e intensificação de eventos climáticos extremos,
falhando na adoção de medidas adequadas e suficientes para garantir a
não-repetição de danos relacionados a resíduos tóxicos.
Outra preocupação é que o PL n. 260/2020 viola direta e
materialmente a razão de ser do art. 253 da Constituição Estadual do Rio Grande
do Sul, que veda a “produção, o transporte, a comercialização e o uso de
medicamentos, biocidas, agrotóxicos ou produtos químicos e biológicos cujo
emprego tenha sido comprovado como nocivo em 1 qualquer parte do território
nacional por razões toxicológicas, farmacológicas ou de degradação ambiental”.
Da mesma forma, ao tramitar em regime de urgência, viola o Art.19 da
Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, que estabelece que o Estado deva observar
o princípio da participação popular.
De acordo com a Lei Orgânica de
Segurança Alimentar e Nutricional (Lei n. 11.346 de 2006), a segurança
alimentar e nutricional sustentável abrange a conservação da biodiversidade e a
utilização sustentável de recursos, tendo como base práticas alimentares
promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e ambiental.
Causa também surpresa essa proposta ser apresentada
concomitantemente ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da Arguição
de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 221 que julgará se a Lei Estadual
n. 7.747/82 foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988.
Ainda, consideramos que não há justificativa para a
tramitação em regime de urgência revogando uma lei vigente há cerca de quarenta
anos no Estado do Rio Grande do Sul. Essa urgência suprime o necessário debate
com a sociedade, que arcará com o ônus da alteração em flagrante deterioração
da equidade intergeracional.
Portanto, respeitosamente, pugnamos pela imediata retirada
do regime de urgência do PL N°. 260/2020, assim como, seja apresentado
requerimento de retirada do projeto na sua íntegra pelo Governo Estadual, o
qual altera a Lei Estadual nº 7.747 de 22 de dezembro de 1982, que dispõe sobre
o controle de agrotóxicos e outros biocidas em nível estadual e dá outras
providências.
Da mesma forma, demandamos que seja promovido amplo debate
com a população gaúcha, garantindo a análise, em especial, do Conselho Estadual
do Meio Ambiente (CONSEMA), do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do
Rio Grande do Sul (CONSEA-RS), do Conselho Estadual de Saúde (CES-RS), do corpo
técnico da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), da Secretaria Estadual
da Saúde (SES) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), bem como
das universidades e das entidades de defesa do meio ambiente e da saúde.
Assinam:
1. Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável
do Rio Grande do Sul
(CONSEA-RS);
2. Conselho Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do
Sul (CEDH-RS);
3. Conselho Estadual de Saúde (CES-RS);
4. Conselho Regional de Nutricionistas da 2ª Região (CRN2);
5. Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável;
6. Curso de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (Saúde
Coletiva/UFRGS);
7. Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN);
8. Fundação Luterana de Diaconia/ Centro de Apoio e Promoção
da Agroecologia
(FLD/CAPA);
9. Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida;
10. Associação Brasileira de Agroecologia (ABA);
11. Articulação em Agroecologia do Vale do Rio Pardo (AAVRP);
12. Articulação pela Preservação da integridade dos Seres e
da Biodiversidade (APISBio);
13. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST);
14. Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA);
15. Marcha Mundial das Mulheres (MMM);
16. Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP);
17. Fórum Justiça (FJ-RS);
18. Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD);
19. Cooperativa Mista de Trabalho Alternativa LTDA de Passo
Fundo (COONALTER);
20. Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMA);
21. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do
Vale do Taquari
(NEA-VT);
22. Núcleo de Estudos em Agroecologia NEA Gaia Centro Sul;
23. Feira Ecológica do Bom Fim;
24. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica de
Viamão (EcoViamão);
25. Cooperativa Central dos Assentados do Rio Grande do Sul
(COCEARGS);
26. Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS);
27. Grupo de Consumidores Amigos da Feira Ecológica de Passo
Fundo;
28. Movimento Ciência Cidadã;
29. Coletivo a Cidade que Queremos;
30. Arranjo Produtivo Local do Vale do Jaguari;
31. Frente Parlamentar dos Alimentos Tradicionais;
32. Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Rio Grande do Sul (SINTERGS);
33. Arranjo Produtivo Local de Agroindústrias e Alimentos do
Vale do Rio Pardo;
34. União das Cooperativas da Agricultura Familiar e
Economia Solidária (UNICAFES);
35. Articulação Mulheres em Agroecologia (AMA-RS);
36. Conselho Estadual de Promoção dos Direitos LGBT;
37. Conselho Estadual dos Povos de Terreiro – RS;
38. Conselho Indigenista Missionário (CIMI-SUL);
39. Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade
Intelectual (INBRAPI);
40. Instituto Kaingang (INKA);
41. Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS);
42. Associação dos Meliponicultores do Vale do Taquari;
43. Fundação Gaia;
44. Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE);
45. Colegiado do Curso de Bacharelado em Agroecologia da
UERGS;
46. Associação dos Servidores da Secretaria Estadual do Meio
Ambiente (ASSEMA);
47. Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF);
48. Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH Brasil);
49. Associação dos Servidores da FEPAM (ASFEPAM);
50. Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio
Ambiente (APEDEMA/RS);
51. Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (INGÁ);
52. Centro de Estudos Ambientais (CEA);
53. Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural;
54. Movimento Roessler para Defesa Ambiental de Novo
Hamburgo;
55. Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas de Passo Fundo;
56. União Pedritense de Proteção ao Ambiente Natural;
57. União Protetora do Ambiente Natural (UPAN);
58. Instituto MIRA-SERRA;
59. Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA Guaíba);
60. IGRÉ Associação Sócio-Ambientalista;
61. União Pela Vida (UPV);
62. Grupo de Trabalho Macrorregional Sobre Agrotóxicos,
Saúde e Ambiente – Missões;
63. Associação dos Enfermeiros do Hospital de Clínicas de
Porto Alegre (AEHCPA);
64. Associação Ecobé;
65. Comissão Intercampi de Agroecologia, Segurança Alimentar
e Educação Ambiental do IFRS;
66. Feira Ecológica do Menino Deus;
67. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do
IFRS Campus Restinga
(NEAPO);
68. Associação Mães e Pais Pela Democracia;
69. Sindicato dos Bancários (SINDIBANCÁRIOS);
70. Conselho Estadual dos Povos Indígenas do RS;
71. Instituto Caminho do Meio;
72. Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar
(FETRAF);
73. Movimento dos Atingidos por Barragens;
74. Sítio Verde Viver;
75. Associação dos Agricultores Ecologistas Solidários do
RS;
76. Centro Ecológico;
77. Rede de Orgânicos de Osório;
78. Centro de Estudos Budista Bodisatva;
79. Movimento Justiça e Direitos Humanos (MJDH);
80. Articulação em Agroecologia do Vale do Taquari (AAVT);
81. Observatório de Justiça Ecológica da Universidade
Federal de Santa Catarina;
82. Instituto Zen Maitreya;
83. Zendo Diamante;
84. Movimento Biomédico em Foco;
85. Cooperativa Agroecológica Nacional Terra e Vida
LTDA(Bionatur);
86. Instituto Preservar;
87. Associação Comunitária Recanto da Folha: Espaço Cultura
da Terra e Biodinâmica;
88. Associação dos Funcionários da Fundação Zoobotânica
(AFFZB);
89. Núcleo Amigos da Terra Brasil;
90. Associação de Agricultores Ecológicos Conquista da Liberdade;
91. Acesso Cidadania e Direitos Humanos;
92. Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio
Grande do Sul (SINDSEPE/RS);
93. Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio Grande
do Sul (CUT-RS);
94. Conselho de Feiras Ecológicas do Município de Porto
Alegre (CFEMPOA);
95. Feira Orgânica Rômulo Telles;
96. Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (UFRGS);
97. Grupo de Pesquisa Tecnologia, Meio Ambiente e Sociedade
(TEMAS/UFRGS);
98. Associação dos Produtores Ecológicos de Dom Diogo
(ASPEDD);
99. Rede Ecovida de Agroecologia;
100. Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de
Educação Popular em Saúde
(ANEPS/Região Sul);
101. Conselho Regional de Psicologia do RS;
102. Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB);
103. Movimento Luta de Classes (MLC);
104. Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Estudos Agrários,
Urbanos e Sociais da Universidade
Federal da Fronteira Sul;
105. Associação dos Servidores de Ciências Agrárias do RS
(ASSAGRA);
106. Movimento de Mulheres Camponesas;
107. Porto Alegre Poda;
108. Grupo Temático de Educação Popular em Saúde da ABRASCO;
109. Fórum de Defesa da Democracia Ambiental de Pelotas
(FDAM);
110. União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Saúde;
111. Associação Gaúcha de Nutrição (AGAN);
112. Associação dos Pequenos Produtores de Itati (APPI);
113. Cooperativa de Produtores de Morango Ecológico
(EcoMorango);
114. Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio
Grande do Sul (SINDSEPE);
115. Associação de Desenvolvimento Agrícola Intersetorial
(ADAI);
116. Comissão Pastoral da Terra (CPT);
117. Unidade Popular pelo Socialismo (UP);
118. Grupo de Pesquisa Observatório de Políticas e Ambientes da UERGS;
119. Associação de Juristas Pela Democracia (AJURD);
120. Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa;
121. Grupo de Agricultura Ecológica GAE – UFPel;
122. Projeto Comunitário AgroEcologia Urbana HortiFruti Escolar
Tramandaí;
123. Associação dos Juristas pela Democracia - Núcleo
Planalto Médio;
124. Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Reforma Agrária
de Viamão (COPERAVI);
125. Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de
Porto Alegre (COOTAP);
126. Sindicato dos Servidores da Caixa Econômica Estadual do
Rio Grande do Sul
(SINDICAIXA);
127. Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM);
128. Associação dos Servidores do Ibama e Icmbio no RS
(ASIBAMA/RS);
129. Rede Metropolitana de Agroecologia (Rama);
130. Via Zen - Associação Zen Budista do Rio Grande do Sul;
131. Movimento de Mulheres Olga Benario;
132. Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB;
133. Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tramadaí
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Programas de Governo de Ivan (PT) X Paula (PSDB) para a politica ambiental
Um Programa de Governo deve conter as propostas do
candidato/as para as ações a serem implementadas, caso seja eleito/a. A
obrigatoriedade consta das leis 9.504, de 30 de setembro de 1997 e 12.034, de
29 de setembro de 2009.
O Plano de Governo pode ou não e demonstrar conhecimento
da realidade por parte do/a candidato/a, o seu planejamento para enfrentar os
problemas existentes e, sobretudo, os compromissos que assume para tanto.
Na área ambiental, uma politica que busque a defesa do
constitucional meio ambiente ecologicamente equilibrado, deve, no mínimo, garantir
a participação social, reservar recursos públicos para execução de planos,
programas e ações e contar com uma estrutura publica governamental (servidores,
equipamento...) capaz de executar tal politica.
O Plano de Governo do Ivan e Sandrali (PT) na parte reservada
à politica ambiental apresenta “Uma
Pelotas ecológica e com justiça ambiental”, constituída por 28 pontos,
articulando a politica urbana com a ambiental. São 06 pontos ambientais propriamente ditos, 09 pontos urbanos e 13 referem-se explicitamente às
questões urbanas/ambientais. A ênfase é na defesa do interesse publico e no meio ambiente com um direito de todos/as, com uma politica ampla e abrangente.
O Plano de Governo de Paula (PSDB)/Bartz (PTB), é dividido em 23 pontos, aglutinados sobre o título “Meio ambiente, sustentabilidade, saneamento e proteção animal”. Contudo, 05 pontos são ambientais, propriamente ditos, com a defesa da adoção de áreas verdes, o que pode ser uma privatização dissimulada das praças. Questões conexas são a maioria, sendo 13 sobre saneamento, onde aprece a privatização do SANEP e 6 sobre a questão animal. A ênfase é na gestão tecnicista e na privatização, com uma politica reducionista.
A seguir uma tabela considerando os principais pontos que
formataram uma politica ambiental, no nosso entendimento.
|
Quesitos
Para Uma Politica Ambiental |
Ivan e
Sandrali (PT) |
Paula
(PSDB)/Bartz (PTB) |
|
Plataforma
Eleitoral Ambiental do FDAM |
Firmou
compromisso |
Não
firmou compromisso |
|
Participação |
Aprofundamento
e consolidação (reuniões e audiências publicas, conferências, congressos,
articulando instituições de ensino, cientificas), organizações não
governamentais, movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores/as e
patronais, além de outras esferas da federação |
Não
contempla |
|
Respeito
as decisões do I Congresso da Cidade (2002), base do III Plano Diretor |
“Resgatar
e fazer valer” |
Não
contempla |
|
COMPAM |
“Devolver
a democracia” |
Não
contempla |
|
CONPLAD |
“Devolver
a democracia” |
Não contempla |
|
Fundo
Ambiental e Urbanístico |
Contempla |
Não
contempla |
|
Secretaria
Ambiental e Urbanística |
Contempla |
Não
contempla |
|
Legislação
ambiental/urbanística |
Manter |
Não
contempla |
|
Acesso
a informação ambiental/urbanística |
Assegura |
Não
contempla |
|
Licenciamento
ambiental e urbanístico; |
Garantir
a legalidade e a transparência |
Não
contempla |
|
Termos
de Compromisso Ambiental (TCAs) e/ou Termos de Ajustamento de Conduta (TACs); |
Dotar
com a devida transparência |
Não
contempla |
|
Sistema
de Planejamento do Espaço Municipal (SPEM) |
Implementar |
Não
contempla |
|
Estudo
de Impacto de Vizinhança (EIV) |
Garantir
transparência e efetividade bem como a outros processos públicos de avaliação
urbanística; |
Não
contempla |
|
Retrocessos
ambientais |
Combater |
Não
contempla |
|
Educação
Ambiental |
Trata
do Programa |
Trata
de prédio |
|
Arborização
Urbana |
“priorizar
com espécies vegetais nativas consideradas ameaçadas de extinção e frutíferas” |
“preservação, manejo
e expansão da cobertura verde na cidade” |
|
Áreas
Verdes |
promover
a ampliação e a consolidação, possibilitando espaços de lazer, relaxamento e
cultura e a convivência voltada para os ambientes naturais de áreas úmidas
(como a orla do Canal São Gonçalo e da laguna dos Patos); |
Crar e
requalificar disponibilizando equipamentos públicos de lazer, em pontos
estratégicos dos bairros e estimular a adoção de praças e rotatórias; |
|
Parque |
Criação |
Implantar
o Parque Estrada do Engenho (Obs: propostas previstas no Capitulo “Mobilidade
urbana e infraestrutura”); |
|
Áreas
de Preservação Permanente (APP) |
Garantir
o direito a moradia, agindo junto os que mais precisam de politicas publicas,
como as comunidades ribeirinhas, quilombolas, pescadores, catadores |
Não
contempla |
|
Áreas
Degradadas |
Promover
a recuperação, envolvendo setores do capital e a sociedade civil, notadamente
as áreas úmidas e a orla da Laguna dos Patos |
Não
contempla |
|
Saneamento
Básico |
Para
todos, com prioridade para proteção ambiental associado a realidade social
das as comunidades ribeirinhas, quilombolas, pescadores, catadores...; |
|
|
Esgoto |
Combater
a poluição provocada |
-
Concluir a ETE Novo Mundo e iniciar operação; - Programa
de limpeza de canais e bocas de lobo; - Viabilizar
uma parceria pública privada ou locação de ativos para universalizar a coleta
e o tratamento de esgoto. |
|
Água |
Combater
a poluição e promover o reuso de água; |
Concluir
a ETA São Gonçalo; Ggeoreferenciar
as redes de água, subadutoras e adutoras; - Programa
de substituição de rede de água, construção e substituição de
redes adutoras; - Construir
e ampliar Reservatórios; - Construir
e reformar as casas de bombas; |
|
Resíduos
em geral |
Combater
a poluição provocada e promover a coleta seletiva, incentivando a redução e
reuso |
- Universalizar
a coleta seletiva; - Implantar
a Usina de Processamento de para catadores; - Manter
e ampliar os ecopontos |
|
Mobilidade |
-
Democratização, privilegiando transportes menos poluentes e coletivos, como
bicicleta e ônibus; - privilegiar
o pedestre e não o carro; |
Não
contempla |
|
Energia |
Promover
o uso de energias limpas e renováveis e estimular a implantação de telhados
verdes;
|
Não
contempla |
|
Agricultura
Ecológica |
Incentivar
a urbana e peri-urbana; |
Não
contempla |
|
Animais |
- emplacamento
e substituição gradativa das charretes; - Controle
populacional de cães e gatos por meio de castrações; - Criação
de um setor na SQA para trabalhar o bem-estar animal e realizar a
fiscalização; - Educação
sobre cuidados e responsabilidades na criação e abrigo de animais; - Aumento
do canil municipal e criar condições para atendimento público e gratuito para
animais de pessoas carentes (Obs: propostas previstas no Capitulo “Diminuição
da violência e segurança para todas e todos”) |
- Implantar
o Projeto de Substituição dos veículos de tração animal; - Política
de castrações de cães e gatos; - Instituir
um sistema de identificação e cadastramento de animais; - Transferir
a hospedaria de grandes animais e ampliar serviços; - Implantar
programa Veterinário no Bairro; - Castramóvel
para orientação e consulta veterinária; - Instituir
o projeto de lares provisórios (animais vítimas de maus tratos) |
Contudo, por mais que seja esclarecedor a comparação
acima entre os programas de governo, tal medida não basta para uma adequada
avaliação do compromisso e dos feitos dos/as candidatos/as na politica ambiental.
É preciso comparar também o que dizem com o que fazem, pois é a pratica que nos
constitui.
No caso da Paula (PSBD), como é candidata à reeleição,
cabe uma comparação do seu Plano de Governo com os últimos quatro anos do seu próprio
governo.
Já o candidato Ivan (PT), como não ocupou cargo no
Executivo, é necessário comparar seu discurso com a prática do único governo do
PT que aconteceu em Pelotas, entre 2001 a 2004. Pois é disso que se trata, não
da pessoa exclusivamente, mas sim das ideias representadas.
No caso da Paula (PSDB), também poderíamos, como no caso
do Ivan (PT), considerar para tal analise, o desempenho dos governos a qual
esta vinculada, como vice-prefeita e também como assessora de alto escalão, o
que aumentaria esse período de 4 para 8 e 16 anos respectivamente.
Se consideramos somente os 4 últimos anos só do governo
da Paula (PSDB), dos13 pontos do Programa de Governo da Paula, proposto em 2016,
NENHUM FOI REALIZADO. Isso mesmo: NENHUM!!!
Por essas e outras que o grupo politico que esta no poder
há 16 anos, ao qual Paula é vinculada, promoveu o maior retrocesso ambiental em
Pelotas.
A tabela a seguir apresenta os 13 pontos do “NO MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE”, de 2016.
|
13
Pontos |
Realizado/Não
realizado |
|
|
Realização
de estudos para a implantação de um parque eólico na cidade gerando energia,
emprego e renda; |
|
Não
Identificado |
|
Estimular
um Programa Municipal de Bioenergia |
|
Não
Identificado |
|
Aderir
a programas de outras esferas de governo, que estimulem a sustentabilidade
ambiental; |
|
Não
Identificado |
|
Elaborar
o Guia de Sustentabilidade Ambiental; |
|
Não
realizado |
|
Elaborar,
em parceria com a COINPEL, o projeto “Sistema Online de Gestão Ambiental
Municipal”; |
|
Não
realizado |
|
Delimitar
as Áreas de Interesse do Ambiente Natural – AEIANs do município; |
|
Não
realizado |
|
Realocar
e reestruturar o Horto Botânico na Granja Municipal com transformação do
espaço em um Parque Municipal; |
|
Não
realizado |
|
Ampliar
o plantio de árvores na cidade e estimular os cidadãos a fazer o mesmo; |
|
Não
realizado |
|
Estabelecer
um programa de Educação Ambiental para a rede pública de ensino municipal; |
|
Não
realizado |
|
Criar
a Política Municipal de Educação Ambiental; |
|
Não
realizado |
|
Realizar
a Conferência Ambiental como resgate da agenda XXI; |
|
Não
realizado |
|
Qualificar
o espaço do Eco-camping, tornando-o um espaço público para o Ecoturismo. |
|
Não
realizado |
|
Qualificar
praças e áreas verdes. |
|
Foram
realizadas obras em algumas, como Praça Pedro Osorio, Duque de Caxias e
Saldanha Marinho |
Já, comparando o proposto e o realizado no único governo
do PT em Pelotas e a atual proposta do Ivan (PT), conclui-se que se trata de
uma continuidade daquele período, o qual foi abortada justamente pelo grupo
politico que assumiu o governo municipal em 2006, da qual a Paula participou e
,obviamente, participa em mais que isso, o protagoniza.
Encontramos no Programa do Ivan/Sandrali (PT) um resgate daquela politica ambiental inovadora e transformadora pro-sociedade e pro-natureza, que criou a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), que o grupo da Paula tentou extinguir; a Secretaria de Planejamento Urbano (SEURB), que o grupo da Paula extinguiu; o planejamento urbano democrático e sustentável; o I Congresso da Cidade; a Agenda 21; a Conferencia Ambiental; a democracia nos conselhos respectivos; o funcionamento dos fundos respectivos; o Sistema Municipal de Áreas Protegidas (SMAP); a proteção dos banhados e das matas; a criação do Estudo de Impacto de Vizinha (EIV) e tantas outras iniciativas inéditas e transformadores, atacadas e destruídas ao longo dessas 16 anos por esse grupo politico que tenta seguir no poder e aprofundando o retrocesso ambiental.
Mais em:
https://www.facebook.com/ivanduartept




